A utilização do Big Data como ferramenta de análise para o internacionalista

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Política, economia, história, filosofia e tantas outras áreas do conhecimento fazem parte do cotidiano de estudos e carreira do Internacionalista. Entretanto, um novo setor tem-se apresentado nos últimos anos, estamos nos referindo a tecnologia e, mais especificamente, ao “Big Data”.

Embora familiar para muitos profissionais, o termo é ainda desconhecido por grande parte dos internacionalistas. Afinal, o que é Big Data e como este campo pode auxiliar a carreira de analistas internacionais?

Big Data trata-se da capacidade de processamento de informação em volumes sem precedentes e de maneira relativamente barata, com o objetivo de gerar dados importantes. Por exemplo, na área de negócios empresas de e-commerce utilizam o Big Data para analisar o comportamento de consumidores durante visitas no site de compra, para assim fazer previsões sobre as suas preferências, verificando quais são os produtos mais visualizados, quanto tempo o consumidor utiliza analisando determinado item de compra, qual artigo foi adicionado ao “carrinho/sacola” dentre demais informações. A partir desta coleta de dados, a empresa é capaz de traçar o perfil de seu cliente, oferecendo ferramentas como: “esses materiais também podem te interessar” ou “o que clientes também compraram”.

Atualmente, o impacto que o Big Data apresenta para os negócios é estudado por diversos especialistas, entretanto ainda são poucos os que analisam como este campo irá influenciar as dinâmicas das Relações Internacionais. Em contrapartida, autores como Mayer-Schonberger e Mr. Cukier afirmam que o Big Data se tornará “Parte da solução para pressionar problemas globais,  mudanças climáticas, erradicação de doenças e viabilização de desenvolvimento econômico e boa governança”.

Atualmente, já existem projetos que utilizam o Big Data com o objetivo de compreender o desenvolvimento econômico de determinada região, prever ações criminosas, antecipar índices de doenças infecciosas, estimar as emissões de CO2 e quantificar o impacto de desastres naturais, para que desta maneira seja possível tomar medidas preventivas para cada contexto.

O internacionalista pode utilizar o Big data como ferramenta para análises de cenários em níveis regionais e globais, compreendendo muito mais sobre correlação de dados. O levantamento de informações em grande escala, possibilita o estudo de comportamentos recorrentes, que por sua vez, permitem que se possam fazer previsões sobre determinado quadro político, econômico ou social, evitando possíveis catástrofes, como guerras, atentados terroristas e violação dos direitos humanos.

Para além de questões políticas, grandes empresas valorizam o profissional que domina e faz uso do Big Data, pois terá a capacidade de compreender o universo das negociações de forma avançada, conseguindo prever cenários desfavoráveis e perdas financeiras.

Assim como diversos profissionais, o internacionalista precisa estar à frente das novas tecnologias, utilizando essas ferramentas para o desenvolvimento e aprimoramento de sua carreira.

 

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