ENTREVISTA COM SAYMON SANDERSON

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Para aqueles que me perguntavam sobre como ser um Analista Internacional empreendedor, acho que será de grande valia. Mais um exemplo de possibilidades de carreira em R.I. e sobre iniciativa individual! Parabéns Saymon, e muito obrigada!

  • Nome: Saymon Sanderson de Oliveira Pereira
  • Ano em que se graduou em RI: 2008
  • Instituição de ensino onde se graduou em RI: PUC-Minas
  • Cidade onde mora: Betim/MG
  • Empresa para a qual trabalha: Solinters – Soluções Internacionais
  • Cargo exercido: CEO – Analista Internacional
  • Há quanto tempo trabalha nesta empresa: 5 anos

Conte um pouco da sua trajetória profissional e sua situação atual. 

Comecei a trabalhar muito cedo, mas aos 20 anos de idade dei início a minha trajetória profissional. Comecei estagiando na Fiat Automóveis na área de Exportação, onde tive a oportunidade de aprender italiano. Em seis meses de estágio fui efetivado como Controller Import/Export e Gestor de Container e Armazém. Posteriormente, trabalhei três anos como administrador de empresa no segmento de borracha para pneus. Em 2002, comecei a trabalhar na indústria alimentícia como líder de Logística de Distribuição. Em Agosto de 2003 comecei o curso de RI, período muito difícil, pois durante quase dois anos tive que conciliar fazer o curso de RI no período da tarde e trabalhar pela madrugada, sobrando apenas 4 horas entre dormir e estudar. A partir de 2006 decidi sair do emprego e trabalhar de forma autônoma, como consultor de Negócios e Captação de Investimentos, enquanto terminava meus estudos até 2008.

Em 2009, após ter formado em RI, como sabia que o mercado não pagaria tão bem no início, resolvi me capitalizar. Fui trabalhar na área portuária de Pernambuco, como coordenador de Logística das empresas do Grupo Marinner – empresas do setor da Construção Naval, especialmente Navios Petroleiros e Petroquímicos. Paralelamente, ia prestando alguns outros serviços de consultoria, amadurecendo ao longo de 5 anos o projeto da Solinters – Soluções Internacionais, empresa esta que futuramente seria prestadora de serviços integrados em Relações Internacionais, Direito Internacional e Comercio Exterior.

Desde Novembro de 2013 venho me dedicando inteiramente à abertura da Solinters – Soluções Internacionais, que se concretizou no dia 07 de Junho 2014. Hoje, sou CEO e Analista Internacional desta conceituada empresa, que busca cada vez mais maximizar seus mercados, dentro das áreas de Relações Internacionais, Comercio Exterior e Direito internacional, com alto nível eficiência e qualidade nos serviços prestados aos seus clientes. Para isto buscamos os mais bem preparados profissionais, agentes e parceiros em cada mercado.

Quais são seus objetivos profissionais?

Sou ambicioso, mas com os pés no chão. Hoje almejo ser um destaque nacional e nos principais mercados internacionais. Para isto venho buscando o crescimento gradativo da empresa Solinters, formatando sempre uma parceria concreta com empresas de liderança de mercados em cada segmento. Além de oferecer aos meus clientes uma prestação de serviços diferenciada, que lhes proporciona redução de custos financeiros e prazos e maior qualidade.

Quanto tempo demorou para conseguir seu primeiro emprego na área?

Bem, sejamos realistas, não vamos pensar que um bom emprego na área de RI se encontra todos os dias, nem mesmo para aqueles mais bem preparados. Foi pensando nisto que direcionei no futuro. Para tanto, meu objetivo foi encontrar um emprego, mesmo que fora dá área, que me propusesse alcançar meu objetivo maior: capitalizar-me para concretizar o projeto de ser empreendedor dentro área de Relações Internacionais.

Fez estágio de RI? Onde? Qual a importância deste fator na sua carreira?

Não. Apesar de não ter feito estágio na área de RI e sim em outra área internacional, fica aqui a dica: estágio não é para ganhar dinheiro e sim aprender e se destacar, a fim de ser efetivado e/ou ganhar experiência suficiente para conseguir o primeiro emprego. Para isto, trabalhe muito, seja audacioso e um pouco ambicioso, deixe as ideias fluírem. Por fim, explore as possibilidades e mostre o seu potencial.

Fez intercâmbio? Onde e quando? Em que medida acredita que isto afetou positivamente a sua carreira?

Não. Enquanto fazia o curso de RI não tinha condições financeiras, fui bolsista e contribuía com a renda da família. Depois, após me formar, não sobrou tempo. No entanto, acho que é de extrema importância para se ter feeling de mercado e captar melhor os aspectos culturais a que somos submetidos

Quantos idiomas você fala? Quais? Possui certificado de formação nestes idiomas? Acha importante?

Dois. Inglês e Italiano. Possuo certificação em Inglês; o Italiano, adquiri quando trabalhava na Fiat Automóveis.

Para mim o idioma, principalmente a língua inglesa é de extrema importância em uma negociação. É um meio facilitador, mas não é um meio impeditivo. O que quero dizer de forma resumida é que ninguém deixa de vender ou comprar por não falar outro idioma, e sim por questões de oportunidade e custo do produto ou serviço.

Fez pós-graduação? Em que área?

MBA – Gestão Portuária (Não concluído) – Faculdade Maurício de Nassau, Recife/PE.

Em sua opinião, qual a maior dificuldade de um analista de RI com relação ao mercado de trabalho?

Na minha opinião duas questões são dificultadoras atualmente. Primeiro é o reconhecimento da profissão de Analista Internacional. Apesar de este paradigma estar sendo quebrado, ainda existe um grande numero de pessoas e empresas que confundem Comercio Exterior com Relações Internacionais. Em minha trajetória nas diversas áreas empresariais, sempre me perguntavam se trabalhávamos com Importação e Exportação. Eu tinha o maior prazer de falar sobre as diferenças do profissional de RI para o de Comex. Ao explicar as diversas funções e áreas de atuação do Analista Internacional – a fim de difundir ainda mais nossa profissão – eu automaticamente moldava a mentalidade das empresas sobre este profissional e, consequentemente, novas oportunidades podem advir desta nova visão.

Segundo, é a valorização do profissional. Vejo que no mercado de trabalho as empresas exigem muito do profissional de RI, para uma valorização financeira às vezes medíocre. O que vejo neste caso é que o próprio analista e principalmente, os recém-formados, devem exigir de salários equiparados aos seus conhecimentos e investimentos intelectuais, pois muitas das vezes, na ânsia de conseguir o primeiro emprego acabam aceitando qualquer proposta – pura e simplesmente lei da oferta e demanda.

Em que medida seus relacionamentos interpessoais (networking) foram importantes na sua carreira?

Descobri tarde o quão importante é seu Networking. Infelizmente, no país em que vivemos e culturalmente estamos inseridos, possuir relacionamentos interpessoais fortes pode ser um diferencial na hora de encontrar bom emprego ou até mesmo de manter o emprego. Penso que o networking ainda pode ser melhor, quando se interagem em um sistema de alavanca: um processo ajuda mútua.

O que o motivou na escolha do curso? E da carreira que escolheu?

A princípio o que me motivou na escolha do curso foi vontade de seguir uma carreira diplomática, mas quando iniciei o curso minha mentalidade foi se modificando.

Eu sou muito dinâmico e gosto de me inteirar de vários assuntos ao mesmo tempo. Como já estava no mercado de trabalho, na área de Logística de Importação/Exportação, percebi que o curso de Relações Internacionais seria muito mais proveitoso naquilo que já fazia de melhor – Adam Smith. Desde então, lá pelo quarto período, já fazia um rascunho daquilo que seria o projeto do meu próprio negócio.

Se pudesse dar alguma dica aos futuros analistas internacionais qual seria? E para os colegas que já são analistas, mas têm dificuldades de se posicionar no mercado de trabalho?

Sejamos realistas:

– Valorize-se mais diante do mercado de trabalho, afinal nós não vendemos produtos e sim conhecimento. E conhecimento custa caro.

– Não vá com muita sede ao pote, pois pode se decepcionar. O mercado de trabalho é ingrato e não dá chance para erros.

– Defina o quanto antes sua área de atuação para que se especialize e detenha o maior conhecimento possível, sobressaindo-se com relação aos demais.

– Não fique sempre esperando por seu NetworkingA necessidade do conhecimento precede a indicação.

Você acabou de lançar a Solinters – Soluções Internacionais, que propõe um formato inovador de trabalho. Conte-nos um pouco sobre o que é este projeto e como teve essa ideia.

Já na faculdade rabiscava algumas ideias no papel. Ao longo de cinco anos (2009-2013) estas ideias foram expandindo e amadurecendo, ao passo que eu ia ganhando experiência e me capitalizando, para que em 2014 pudesse concretizar meus planos com a Solinters – Soluções Internacionais.

Depois de trabalhar nas áreas de Comercio Exterior e Logística, descobri que dois pontos que antecedem ao Comércio Exterior e que podem ser de cruciais no processo de tomada de decisão, eram pouco assistidos. A parte das Relações Internacionais e do Direito Internacional eram feitos separadamente por profissionais e/ou empresas ligados à área de Comercio Exterior, que muitas das vezes não eram especialistas nestas questões deixando a desejar. Além disto, os custos operacionais eram muito altos para as partes envolvidas, uma vez que, quase sempre em uma negociação fora de sua área de atuação as partes envolvidas deveriam despender de conhecimento regional, de estrutura e de recursos profissionais para fazer a abordagem in loco.

Para sanar estes problemas a Solinters criou seu modelo próprio de atuação no mercado internacional. De um lado, criou-se uma estrutura interna que trabalha de forma integrada e contínua as áreas de Relações Internacionais, Direito Internacional e Comercio Exterior, em que toda decisão é e será sempre tomada de forma conjunta e compassada. De outro lado, criou-se uma rede externa de parceiros especializados e de profissionais e agentes capacitados, que buscam ser o meio facilitador e redutor dos custos operacionais, uma vez que, além de estarem localizados estrategicamente, não precisam se deslocar a grandes distâncias e possuindo também o conhecimento regional, facilitando todo o processo.

Em suma, o seu diferencial está na forma de trabalho. De um lado, a Solinters trabalha de forma integrada suas áreas internacionais. De outro, através de sua rede parceiros e agentes, reduz os custos operacionais e o preço final a seus clientes, sem perder a qualidade dos seus serviços.

Pensando nisto, a Solinters buscou não apenas dispor de um meio de trabalho melhor e diferenciado, mas disponibilizou através de seu Site (www.solinters.com) ferramentas capazes de integrar e manter o perfeito sincronismo entre seus clientes e prestadores de serviços. Esta ferramenta propõe que os prestadores de serviços acompanhem  passo a passo do andamento de cada processo de determinado cliente, e que os clientes consigam acompanhar e/ou receber o follow-up de seus processos, em tempo real.

Gostou da entrevista? Ainda tem dúvidas? Deixe sua mensagem aqui!

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