Relações Internacionais & Jornalismo. Como mesclar as duas carreiras?

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Relações Internacionais & Jornalismo

É normal surgirem dúvidas durante a escolha acerca da área que seguiremos na graduação. Por isso, é essencial saber que a opção de se especializar, de afunilar o tema, ou de mudar de área, existe. Para achar o seu caminho é muito importante se conhecer e conhecer formas distintas de trabalho com um mesmo diploma. É comum quando conversamos com alguns colegas de curso que alguns tenham cogitado seguir uma carreira na área de jornalismo antes da decisão por RI. Isso acontece porque, dentro da área de humanas, existe uma certa sinergia entre Relações Internacionais e Jornalismo, visto que em alguns pontos, como o interesse por ler e escrever, por política, economia, política internacional e história, os cursos se cruzam. Nesse sentido, hoje, vamos trazer algumas formas de mesclar as duas áreas . 

Primeiramente, é importante salientar o porquê de serem cursos diferentes para então tratarmos das áreas de interseção. Observando a grade curricular de cada um, com uma análise rápida,  é possível perceber que existem disciplinas bastante específicas de cada formação, o que não significa que não possam conversar entre si. 

Em Relações Internacionais, vemos disciplinas como: 

  • ciência política; 
  • economia;
  • filosofia;
  • história

Enquanto na grade de Jornalismo encontramos: 

  • fotografia;
  • produção textual; 
  • audiovisual;
  • rádio e TV

Assim como um analista internacional, o jornalista que se interessa por seguir uma carreira na área de jornalismo internacional muito provavelmente precisa entender, mesmo que de forma ampla, a política externa do país, buscar entender fenômenos internacionais que a mídia expõe, ter bases sólidas de sociologia, antropologia e cultura, por exemplo. Dessa forma, apresentaremos algumas personalidades que possuem graduação em RI ou em Jornalismo, e que a partir das áreas escolhidas como foco desempenham papéis que abarcam ambas.

André Fran é formado em Jornalismo e em 2009 lançou seu projeto audiovisual “Não conta lá em casa” no qual mostra a realidade internacional de lugares como a Coreia do Norte, Mianmar, Iraque, Afeganistão, e muito mais. Em seu trabalho, fica clara sua atuação como jornalista, visto que produziu com seus parceiros do projeto todo o roteiro e documentário. São abordados também importantes fatores analisados pelas Relações Internacionais, como a situação política de cada lugar, as reações da sociedade, questões ambientais e a visão internacional.  

Fernanda Magnotta, analista internacional, professora universitária, coordenadora e pesquisadora, marca presença constantemente nos noticiários brasileiros e estrangeiros, ajudando a interpretar e explicar as grandes questões que ocorrem no mundo, como acompanhar as eleições presidenciais norte-americanas, e mais recentemente a guerra entre Rússia e Ucrânia. Para difundir seu conhecimento sobre o tema nas telas, Fernanda precisa ser concisa, desempenhar uma postura diferente da sala de aula e saber lidar direta ou indiretamente com o público em escala nacional e internacional que a assiste. 

Bianca Rothier, Ariel Palacios e Guga Chacra. Provavelmente você já ouviu falar desses nomes na televisão. Grandes jornalistas internacionais alocados em Genebra, Buenos Aires e Nova Iorque, respectivamente. Correspondentes internacionais da Globo News, todos os três são formados em jornalismo e Chacra possui mestrado em Relações Internacionais. Atuam trazendo análises da política internacional de cada país em que se encontram, além de análises econômicas e culturais atualizadas de suas regiões. 

Ter um diploma de jornalismo é de fato um elemento de extrema importância para trabalhar nessa área, visto que o curso oferece as ferramentas que são esperadas desse profissional no mercado de trabalho. Em um mundo multidisciplinar como o de hoje podemos ver, no entanto, que as profissões estão cada vez mais amplas e os profissionais mais diversos exercendo tarefas em diferentes esferas. Por isso, conseguimos enxergar aqui uma interseção entre essas duas áreas como uma opção de atuação que desperta o interesse de muitos internacionalistas.

Aos internacionalistas que tem um pé em comunicação, uma boa forma de ingressar nesse mercado é: direcione seu currículo para isso. A grade de Relações Internacionais possui matérias obrigatórias que nos munem de conteúdo de qualidade para abordar diversos temas com bastante profundidade, mas é importante também saber a forma de passar esse conteúdo. Por isso, ao longo do curso, é interessante buscar matérias eletivas na área de comunicação, como produção textual, audiovisual, português (é indispensável o domínio da língua portuguesa em qualquer área, mas em comunicação é fator eliminatório); jornalismo internacional, linguagem jornalista e afins. Aproveite a flexibilidade que a faculdade te oferece! 

Além da faculdade é possível se especializar por fora, se inscrevendo em cursos na área ou até buscando uma pós-graduação nesse sentido, caso deseje uma certificação mais sólida. Uma boa opção também é fazer um curso de oratória que nos auxilia a falar melhor em público e transmitir de forma coesa e sucinta as informações que gostaríamos, habilidades imprescindíveis no mundo da comunicação. 

Com esses exemplos é possível perceber que a carreira internacional não se restringe ao profissional formado em Relações Internacionais, assim como o Jornalismo é apenas a porta de entrada para diversos setores profissionais. O jornalismo internacional é uma carreira importantíssima, capaz de conectar e difundir informações em escala global e com poder de transformar a narrativa de grandes acontecimentos. 

E aí, tiramos um pouco das suas dúvidas sobre RI e Jornalismo? Conta para a gente o que achou do post nos comentários! 😉

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