9 dicas PRECIOSAS para trabalhar em Embaixadas e Consulados

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Muitos analistas internacionais têm o sonho de trabalhar em missões diplomáticas estrangeiras. Embaixadas e consulados de centenas de países que mantêm relações com o Brasil ofertam vagas constantemente para brasileiros, sendo as funções as mais variadas, passando por cargos técnicos e administrativos, até atividades de assessoria e gerenciamento.

Apesar de ser vasta a quantidade de empregos nessa área, conseguir uma vaga em missões diplomáticas não é uma tarefa tão fácil. Por isso, listamos 9 DICAS PRECIOSAS que são fundamentais para quem está disposto a encarar o desafio.

1 – Mapeie e liste as Missões Diplomáticas

O primeiro passo é mapear todas as Embaixadas e Consulados que você tenha o interesse de trabalhar. O site do Itamaraty é a principal ferramenta para isso. Clique aqui e veja.

Como são cerca de 200 missões diplomáticas, faça uma seleção daqueles países que você tem mais afinidade. Coloque na lista países que você já visitou, fez intercâmbio, possui descendência familiar, domina o idioma etc. Faça o seu critério.

Com a lista em mãos, junte as informações específicas de cada representação. Endereço, e-mail, telefone, site e horário de funcionamento. Isso irá te ajudar muito na hora de procurar oportunidades. Lembre-se que as Embaixadas ficam em Brasília, mas os consulados estão espalhados pelo Brasil.

2 – Acompanhe o site e as redes sociais das Embaixadas e Consulados

Já com a lista de países de seu interesse, agora é a hora de arregaçar as mangas. Pesquise na internet os sites das embaixadas e seus canais de comunicação nas redes sociais. Lá serão postadas as vagas e você ficará por dentro do perfil profissional exigido.

Algumas Embaixadas mantêm sites muito bem estruturados e postam lá todas as vagas de trabalho disponíveis, como por exemplo, as Embaixadas do Reino Unido, do Canadá, dos EUA, da Austrália e da Dinamarca. Algumas possuem áreas nos sites especificas para ofertas de emprego e outras postam a vaga em sua página inicial. O importante é monitorar sempre os sites e ficar de olho.

3 – Não se limite à internet

Algumas Embaixadas não possuem site e por isso divulgam suas vagas pelo jornal Correio Braziliense, nas edições de domingo e quinta-feira, o que complica um pouco, pois só quem mora em Brasília acaba tendo acesso. Além das vagas, os jornais e a internet por vezes publicam notícias sobre novas missões que estão sendo abertas no país e que sempre demandam funcionários.

Outras Embaixadas não divulgam suas vagas e por isso vale à pena levar seu currículo para ser entregue em mãos ou enviar pelos correios. Antes de enviar, certifique-se de que a Embaixada está disposta a receber seu currículo entrando em contato com ela. A Embaixada da China, por exemplo, só trabalha por meio de indicação, e a Embaixada da Espanha só faz contratação por edital.

4 – Idioma

Uma dica muito importante para quem tem interesse em trabalhar em Embaixadas: muitas delas só contratam pessoas que falam também o idioma do país que representam. A Embaixada da Alemanha só trabalha com quem fala alemão, a da Itália com quem fala italiano e assim sucessivamente. Algumas, como as árabes, por exemplo, acabam aceitando funcionários que falam inglês fluente e não o árabe, pela dificuldade de encontrar pessoas que falem o idioma. Mas não se iludam, eles sempre irão preferir o funcionário que fala a língua de origem do país, logo, se não for requisito eliminatório ele será no mínimo de caráter preferencial.

5 – Estude o Brasil e esteja bem informado

Estar bem informado é fundamental na hora de conseguir uma vaga em Embaixada. Não somente sobre o outro país, mas também sobre o Brasil. Tenha em mente que eles já sabem tudo sobre o país deles e que você estará lá para auxiliá-los a conhecer melhor o Brasil. Não adianta morrer de estudar sobre a economia do Reino Unido para disputar uma vaga no departamento econômico da Embaixada britânica, por exemplo, se você nada souber sobre o cenário econômico brasileiro. Mantenha-se atualizado buscando notícias nos jornais para estar bem preparado.

6 –  Processos seletivos

Os processos seletivos não variam muito: sempre há uma prova de idiomas por escrito para avaliar seus conhecimentos relacionados a ele. Na maioria dos casos uma tradução a ser feita de inglês para português e de português para inglês, num curto espaço de tempo. Dependendo da Embaixada seu espanhol ou outro idioma poderá ser testado. Se selecionado, o candidato será entrevistado em inglês, por pelo menos três pessoas. As maiores Embaixadas possuem departamentos de recursos humanos bem estruturados, nas menores as entrevistas serão feitas pelos próprios diplomatas. O estilo de entrevista é um pouco diferente do setor privado. Além de lerem todo seu currículo e carta de apresentação (geralmente solicitada nos editais) de maneira minuciosa, a maior parte das perguntas terá um caráter situacional, o que significa que eles irão te apresentar uma situação característica daquela vaga e perguntar se você já passou por aquilo, qual foi sua atitude diante dela, e se não passou o que teria feito nesse caso. Sempre relacionando sua resposta com as informações apresentadas no seu currículo. Por isso, ao ler o edital, certifique-se que conhece bem as atividades descritas e, mesmo que não tenha experiência com elas procure se informar sobre as características atribuídas às atividades a fim de evitar saias justas.

Leia a entrevista com a diplomata Cristina Badaró sobre esse assunto. COMO FUNCIONAM OS PROCESSOS SELETIVOS EM EMBAIXADAS?

7 – Salários e Cargos

As Embaixadas que representam países ricos terão os melhores salários e cargos: norte da Europa, Oceania, Estados Unidos e Canadá. São as missões que apresentam vagas mais interessantes profissionalmente em termos de atividades, com cargos de chefia inclusive. As demais embaixadas terão oportunidades para cargos como motorista, copeiro, jardineiro, secretário(a), assessor(a). As vagas de secretário e assessor são muito boas como porta de entrada na embaixada para quem tem menos experiência. É importante ressaltar que tudo pode começar também por meio de um estágio, que segue as mesmas diretrizes das vagas de emprego mencionadas

8 – Networking

A maior parte das vagas estão em Brasília, e muitas portas se abrem por meio de indicação de um amigo ou um contato profissional. Por isso, networking é muito importante nesse cenário, mas, claro, não somente em Brasília.

9 –  Fique atento ao comportamento no processo seletivo:

– Se vista de maneira formal e tenha uma postura séria;

– Não se atrase nunca. Melhor chegar mais cedo do que atrasado;

– Se não souber realizar determinada tarefa, mostre sempre que está disposto a aprender;

– Não pare de estudar nunca;

– Busque o maior número de informações sobre a instituição em que deseja trabalhar;

– Estude sobre a cultura daquele país para não se surpreender com hábitos culturais peculiares;

– Não interrompa jamais seu avaliador; espere a sua vez de expor seus pensamentos;

– Elabore frases objetivas com começo, meio e fim, e certifique-se que foi capaz de responder à pergunta solicitada;

– Leia sempre e seja capaz de mencionar um livro pertinente à vaga que almeja quando perguntado;

– Não minta para o avaliador nem para você mesmo: às vezes podemos ser surpreendidos durante a entrevista e percebermos que aquela vaga não era exatamente o que queríamos. Melhor não aceitar o cargo se não é do seu real interesse. Deixe as portas abertas para outra oportunidade.

– Difícil mesmo é conseguir sua primeira oportunidade de trabalho dentro de uma Embaixada. Umas vez lá dentro e com experiência na área será muito mais fácil conseguir um upgrade na sua carreira.”

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Internacionalista, mineira, radicada no Rio de Janeiro desde 2012. Idealizadora/Fundadora do What's Rel? (2011). Business Development Latin America para uma empresa canadense de engenharia, sócia da PAR Consultoria, e grande entusiasta da carreira de R.I. :)

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