GUIA COMPLETO PARA O ANALISTA INTERNACIONAL EXPLICAR A PROFISSÃO

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Group of Students Studying About Global Issues

Chegamos na semana do INTERNACIONALISTA! Para quem não sabe, o dia 26 de setembro é a data dedicada ao profissional das Relações Internacionais. Parabéns a todos nós!!! 🙂

Mas infelizmente ainda tem muita gente que não sabe nada sobre a nossa função profissional, não é mesmo? Quase que diariamente, nós analistas internacionais precisamos explicar o que de fato consiste a nossa atividade. Em casa, no trabalho ou em um momento de descontração, sempre somos surpreendidos com perguntas do tipo: Relações Internacionais é igual Comércio Exterior? Você trabalha com traduções?

A verdade é que grande parte da sociedade (inclusive empresas) ainda não compreende o analista internacional, e explicar o que fazemos no dia-a-dia nem sempre é uma tarefa fácil. Isso porque o analista internacional não exerce uma atividade específica, como a maioria das profissões. Suas funções são as mais diversas possíveis e dependem do nicho em que o profissional está atuando.

Pensando nisso, o What’s Rel? elaborou um conjunto de perguntas e respostas para facilitar os analistas internacionais a explicarem a profissão, que, claro, pode ser usado por todos que desejam conhecer melhor esse ramo profissional.

 


1 – Relações Internacionais e Comércio Exterior são a mesma coisa?

Essa é a pergunta clássica! A resposta é não. Pode parecer óbvio, mas muita gente ainda confunde as duas áreas. Comércio Exterior é área responsável especificamente pelas relações comerciais entre empresas, governos e demais organizações de diferentes países. Os profissionais dessa área são especializados em técnicas, métodos e burocracias de compra e venda de produtos e serviços entre as nações.

Relações Internacionais é o campo de estudo que busca compreender e explicar as relações entre os estados, povos, nações, instituições e empresas de distintas nacionalidades, considerando o âmbito político, econômico e social. O profissional atua facilitando os diálogos, acordos, intercâmbios, trocas de conhecimento. O analista internacional possui uma atuação mais ampla, o que não o impossibilita de trabalhar com Comércio Exterior. Aliás, é muito comum que analistas internacionais atuem na área comercial.

 

2 – O que se estuda em um curso de Relações Internacionais?

Os cursos de RI oferecem disciplinas de diversas áreas do conhecimento. O estudante tem acesso a matérias de economia, comércio exterior, história, sociologia, filosofia, direito, política, geopolítica, política externa brasileira, teoria de relações internacionais, negociações internacionais, estudos comparados dentre outras.

Essa formação multidisciplinar permite ao analista internacional trabalhar em diversas áreas, seja no setor privado, público ou no terceiro setor.

Atualmente, existem mais de 100 instituições no Brasil que oferecem o curso, sendo que as universidades que mais se destacam na área são: USP, UFRJ, PUC Minas, UNB, UFRGS, PUC de São Paulo dentre outras.

 

3 – Quais são as oportunidades de trabalho na área?

No setor privado, o analista internacional pode trabalhar em assessorias, conselhos e diretorias de assuntos políticos, econômicos e financeiros de empresas multinacionais ou de caráter nacional que estão em fase de internacionalização ou que são associadas a organismos internacionais. Também há demanda de trabalho em empresas importadoras e exportadoras, bem como em bancos e câmaras de comércio. Agências de turismo e empresas de eventos que promovem conferências e fóruns internacionais também recrutam analistas internacionais.

No setor público, o profissional pode atuar em bancos, ministérios, governos estaduais, prefeituras e agências reguladoras que possuem departamentos ou assessorias de relações internacionais, já que essas instituições constantemente se relacionam com organismos internacionais. Além disso, o analista internacional pode investir na carreira diplomática ou de Oficial de Chancelaria, ambas ofertadas pelo Ministério de Relações Exteriores. Há também a possibilidade de trabalhar em embaixadas e consulados estrangeiros no Brasil, desde que o analista domine o idioma do país em questão.

Nas universidades, o analista internacional pode se desenvolver como pesquisador e professor da área, bem como atuar nos setores da instituição que promovem intercâmbio estudantil e cooperação científica.

No terceiro setor, há demanda de trabalho em Organismos Internacionais (ONU, OEA, Mercosul etc) e em Organizações Não Governamentais (CARE, Cruz Vermelha etc).

 

4 – E nesses cargos, o que realmente faz o analista internacional?

Ele é o profissional que promove o diálogo internacional da instituição em que atua. Produz estudos específicos sobre o cenário político, econômico e sócio cultural quando demandado, promove reuniões e conferências internacionais, participa de negociações. Atua também na gestão e execução de projetos internacionais, seja de caráter científico, transferência de conhecimento ou tecnologia. Faz a assessoria de comitivas políticas e empresariais em viagens ao exterior ou que chegam ao seu país de origem.

Contudo, vale lembrar que o analista internacional pode ter outras funções além das descritas acima. Como dito, isso depende do nicho em que ele está inserido.

 


5 – Conhecimento de idiomas é fundamental?

Sim. O analista internacional lida diariamente com pessoas de outros países e por isso precisa dominar principalmente o idioma inglês. Conhecer outros idiomas é também importante. O espanhol, francês, alemão e mandarim são os mais requisitados. Isso não significa que o analista internacional deva trabalhar com traduções. Para isso existem profissionais específicos, geralmente com formação em Letras, que atuam como intérpretes e traduções juramentadas.

 

 

6 – O analista internacional trabalha no exterior?

Não necessariamente. Aliás, é mais comum que o analista internacional fique em seu país de origem. Cabe lembrar que as oportunidades de trabalho estão nas capitais e nas cidades de grande e médio porte.

7 – O analista internacional viaja muito?

Depende. O mais comum é que o o analista internacional fique baseado no país de origem, podendo fazer viagens eventuais para reuniões, eventos ou projetos específicos. Mas claro que isso varia de acordo com a atividade desenvolvida.

 

 

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