5 opções de pós-graduação em Relações Internacionais

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De acordo com uma pesquisa desenvolvida pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), a demanda por profissionais cada vez mais qualificados provocou uma grande expansão de cursos de pós-graduação no país. Continuar os estudos não significa certeza de emprego, mas certamente aumenta suas chances e eleva o patamar da sua carreira. Contudo, é necessário saber escolher o que te proporcionará melhores oportunidades de acordo com seus interesses e conhecimentos, para que não se corra o risco de ter apenas um currículo mais extenso e pouco efetivo.

Antes de escolher o curso é necessário eleger o tipo de pós-graduação pois, de modo geral, ele dialoga com os objetivos dos alunos. No Brasil, o Ministério da Educação divide a pós-graduação em duas grandes áreas: Lato Sensu e Stricto Sensu.

Os cursos lato sensu englobam aqueles de especialização, e dentre eles o famoso Master Business Administration (MBA) —  especialização voltada para a área de gestão e administração. São ideais para aqueles que desejam ir para o setor privado ou que já estão em uma carreira consolidada e procuram se reposicionar melhor no mercado.

Os cursos stricto sensu envolvem o mestrado, porta de entrada da carreira acadêmica, e o doutorado (além do pós-doutorado, mas este é uma extensão do doutorado). Essas opções são quase obrigatórias para aqueles que planejam trabalhar com pesquisa, entretanto, cada vez mais empresas também têm buscado por mestres e doutores para compor seus quadros,  devido ao cenário de austeridade dos gastos públicos e ao crescente movimento de especialização da mão de obra no setor privado, como mostra um levantamento realizado pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

O What’s Rel? fez uma lista de opções interessantes para te dar uma forcinha nesse momento de dúvidas:

 

1 – Gestão empresarial (lato sensu)

O MBA em gestão empresarial não cobre um campo específico de R.I. Na verdade, é até procurado por muitos recém graduados e profissionais de várias áreas.

Por que então constar nesta lista? Porque qualquer pessoa que tenha a pretensão de assumir um cargo gerencial precisa ser capaz de resolver conflitos, saber tomar decisões e acelerar a produtividade da sua equipe. Tudo isso dentro do ambiente de negócios e infelizmente sabemos que nem todos conseguem adquirir essa experiência enquanto graduandos.

Aliar a visão analítica internacional desenvolvida na faculdade com uma especialização empresarial, irá potencializar suas chances de sucesso.

 

2 – Segurança internacional e defesa (stricto sensu)

Os estudos críticos de segurança trabalham a delicada relação entre os Direitos Humanos e o Estado, quando este exerce sua função de protetor da sociedade. Temas como estudo de paz e conflitos, justiça de transição, peacebuilding e direitos humanos são amplamente aprofundados nesse campo de estudo.

Organismos internacionais, Organizações Não-Governamentais (ONGs) e veículos de comunicação necessitam de profissionais com esse nível de conhecimento.

A área de defesa já envolve o estudo de conhecimentos mais técnicos e práticos, com o fim de desenvolver e sustentar a capacidade militar de um país para repelir qualquer ameaça à integridade do Estado.

Opção para quem deseja ingressar nos quadros do governo brasileiro, no setor de inteligência – Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) – ou no próprio Ministério da Defesa.

 

3 – Políticas públicas (lato sensu)

O Brasil é um ambiente especialmente “próspero” para essa carreira, devido ao intrincado processo legislativo e a burocracia complexa.

Quem estuda políticas públicas deve ser preparado para lidar com um ambiente socioeconômico em constante transformação e desenvolver perspectivas críticas sobre a implementação de políticas públicas.

Recomendado para pessoas que desejam seguir carreira como agentes públicos sobretudo no judiciário e no ministério público, mas não somente, pois, muitas companhias têm requerido esse especialista, afinal existe um universo de companhias interessadas em lidar diretamente com o governo. Seja pela terceirização ou em parcerias público-privadas, variando desde gráficas que imprimem boleto de IPTU até empreiteiras que constroem estádios. Além disso, há startups que precisam estar atentas à burocracia como em leis de incentivo para capitalização de recursos.

 

4 – Economia política internacional (stricto sensu)

O conteúdo do curso envolve fundamentos de várias áreas do conhecimento em um exercício constante de análise e interpretação da conjuntura atual. O mestre ou doutor em economia política vai construir essa análise seguindo as métricas da política e da economia sob a luz dos fatos históricos.

A Economia Política Internacional (EPI) é uma das grandes escolas teóricas de Relações Internacionais e a América Latina em especial guarda uma relação íntima com esse pensamento, dado o seu enfoque sobre a dinâmica entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos.

O Brasil não foge à regra e tem uma produção acadêmica bem significativa dentro da EPI. Por exemplo, Celso Furtado, um dos maiores intelectuais brasileiros do século XX, era adepto da escola.

Caso tenha ficado curioso, o Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI) oferece acesso a um extenso banco de teses e dissertações, onde você pode conferir os assuntos mais em voga na academia brasileira.

 

5 – Comércio exterior (lato sensu)

O comércio exterior é um dos setores mais prósperos para um internacionalista, devido à grande capacidade de exportação e importação do país e o peso cada vez maior que tem ganhado nas políticas nacionais.

A pós-graduação na área promete capacitar o aluno com habilidades em gestão e visão estratégica no mundo dos negócios internacionais. Para tanto, aprendem-se conceitos específicos da área, práticas técnicas e administrativas necessárias a tomadas de decisão, competências de negociação e gestão de projetos.

Uma pós-graduação em comércio exterior pode ser o que falta para se inserir nos altos ranques da carreira internacional.

 

É claro que existem muitas outras opções de pós-graduação para os internacionalistas e aqui listamos apenas 5 delas. E você, internacionalista: já fez alguma pós? Conta para a gente qual foi a área escolhida e como foi a sua experiência! Sua pós não está listada aqui? Deixe seu comentário para nosso próximo ranking!

Obs.: muito importante escolher cuidadosamente a instituição de ensino. Para isso sugerimos que sempre verifique o site da CAPES (para os cursos stricto sensu), procure saber se ex-alunos tiveram êxito no mercado após o curso, se informe sobre a grade curricular e processo de formação e quanto mais informação disponível pela internet, melhor.

 

Esse artigo foi produzido com a ajuda do estudante de Relações Internacionais da UFRJ e Colaborador Voluntário Iago Bastos.

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