Como escolher sua carreira – Parte 3

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Caros Colegas,

Há algumas semanas postei aqui a parte 02 de uma série de posts relacionados a dicas para guiar seu processo de tomada de decisão na escolha de sua carreira. Falei sobre como este processo se deu para mim e o curso que estou fazendo na Universidade de Londres para poder embasar estes posts que escrevo para vocês nesta série.  (Para quem chegou agora, você pode ler o primeiro post clicando aquie o segundoaqui).

Depois de falar sobre a compreensão dos seus valores e do que é importante para você no processo de tomada de decisão, a parte 03 deste post trás os seguintes tópicos para reflexão: Autodeterminação, Autonomia, Escolhas e Equilíbrio.

Neste sentido, a Autodeterminação não significa apenas saber o que você quer e correr atrás do seu objetivo. Significa também ter a competência de entender o ambiente a sua volta e dominar as tarefas que lhe são solicitadas quando na atuação do seu emprego. A conexão também é importante: quanto mais conectado ao seu trabalho, maior seu sentimento de pertencimento e de que você está no lugar certo.

Mas não se preocupe se estes sentimentos não lhe ocorrerem logo de cara, quando você estiver iniciando num emprego novo. Na verdade, é bem provável que no inicio você esteja em baixa com eles. Eles costumam levar certo tempo para acontecerem.

Muitas pessoas, ao iniciarem num emprego, não entendem muito bem a necessidade da fase de adaptação. Nem tudo será tão bom ou tão ruim quanto no começo. Por isso, estar atento a estes fatores podem lhe ajudar a passar por esta fase com mais consciência e suavidade. Você também irá perceber nesta fase o que é mais importante para você neste emprego, o que realmente lhe fará ficar nele ou seguir adiante.

Dentre estes fatores estão: o progresso (achievement). Aquela sensação de que você está progredindo no trabalho, aprendendo rápido suas tarefas, e mais importante, você está aprendendo. Mesmo quando você é contratado por ser bom em alguma coisa, sempre há espaço para o aprendizado. Se seu trabalho não lhe proporciona nenhum aprendizado nunca, corra dele o quanto antes.

Conforto: este item aqui não significa moleza ou estar na sua zona de conforto, mas sim, que você consegue trabalhar com um nível de stress que não seja tão elevado. Que você tem prazer em ir para seu trabalho realizar suas atividades.

Status: não está atrelado necessariamente a sua imagem perante aos demais, e sim que seu trabalho está sendo reconhecido pelos seus colegas e seus superiores. Somente saber que você é bom no que faz não é o suficiente. Se seus colaboradores não se manifestam com relação a isso, é bem provável que seu ambiente de trabalho não seja muito saudável.

Altruísmo: Não adianta ser muito bom no que você faz, ou trabalhar com uma equipe muito competente se todos trabalham exclusivamente sozinhos. Não se trata se acumular serviço das outras pessoas, mas se mostrar generoso e acessível às questões que possam surgir no ambiente de trabalho. Esta postura tende a proporcionar um ambiente de trabalho mais harmonioso, e contagiar a maioria das pessoas. Não é regra, mas tende a acontecer quando alguém dá o primeiro passo.

Estabilidade: eu sempre fui meio avessa aos cargos públicos. Infelizmente, ainda hoje, estes cargos são geralmente ocupados por pessoas que buscam apenas estabilidade, e se apoiam nela para apresentar um trabalho medíocre. Não obstante, ter estabilidade no emprego também é um motivador para algumas pessoas dado que ela também se comprometerá no longo prazo com suas atividades e o crescimento do seu local de trabalho.

Autonomia: permite que você muitas vezes tome a iniciativa e se sinta mais no controle de suas atividades. Decorrente disso cria-se um ambiente de confiança. É como se fosse gerado um ciclo: mais confiança lhe permite avançar mais nas suas iniciativas, que lhe proporcionarão mais controle e, se bem sucedido, mais confiança. A win-win situation.

Assim, segundo Edgar Sheen (1970), os aspectos mencionados acima, devem ser combinados com algumas questões individuais como: especialidades técnicas (não basta ter ótima personalidade se você não tiver a qualificação), competências gerenciais (não adianta ter um diploma excelente se você não consegue gerenciar suas atividades/equipe), criatividade empresarial (vontade de começar coisas novas) e desafios (sempre é possível dar um passo a frente).

Mas então você fez todo o dever de casa, analisou todos estes fatos, mas não consegue se decidir? Ou ainda, você está se deparando com duas opções de vagas que parecem igualmente incríveis e precisa tomar uma decisão?… quando não se tem certeza de algocategorizar é sempre útil.

Daí que no seu processo de categorização é importante levar em conta aqui o que é crítico para você, importante, desejável e opcional. Ajuda se você colocar no papel estas quatro colunas e começar a categorizar o que entra em cada uma delas. Depois que tudo estiver categorizado, você pode seguir pela eliminação do que é opcional, e assim por diante, até que você encontre a melhor escolha para você. Mas seja muito honesto consigo mesmo no que vai escolher para cada coluna destas. Não adianta colocar que ‘vida pessoal’ é opcional, mesmo se você estiver na maior fase de foco profissional na sua vida. Essa conta simplesmente não fecha.

Entenda também que nunca, ou quase nunca, um emprego irá lhe satisfazer 100%. Até os degustadores oficiais de vinho e cerveja têm seus dias ruins no trabalho. No seu processo de tomada de decisão você precisa saber o que está disposto a aguentar mais, ou menos.

Também não adianta ter o cargo dos seus sonhos numa empresa que vai contra seus valores pessoais. Acho pouco provável que você consiga ser feliz profissionalmente trabalhando numa empresa que construiu seu império explorando mão de obra escrava/infantil. Se você consegue, daí o problema é mais grave, e nada do que você leu até aqui vai se aplicar para você.

E por ultimo, se você já tem certo tempo de trajetória profissional, é possível analisar os padrões das suas escolhas a fim de evitar repeti-los, caso elas não estejam lhe fazendo feliz. Você pode até colocar no papel, se isso lhe ajudar. Reveja os erros que acredita ter cometido ao longo de suas escolhas. Veja se alguns problemas de mesma natureza se repetiram nos seus diferentes trabalhos. Fuja dos estereótipos que cercam suas escolhas: nem tudo é somente preto ou branco no ambiente de trabalho ou na vida. Existe uma infinidade de tons e cores pelas quais você vai passar. Só você é capaz de decidir se vai continuar enxergando em Preto e Branco ao invés do colorido.

Este post encerra um tema dividido em 03 partes. Espero que com estas leituras você se sinta mais confortável no seu processo de tomada de decisão, e acima de tudo, tenha recebido a mensagem principal de todos elesse conhecer bem faz com que você tenha maior chance de sucesso nas suas escolhas e não sou eu, nem uma terceira pessoa que vai te dar a resposta para o seu sucesso profissional em R.I. ou qualquer outra carreira.

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Internacionalista, mineira, radicada no Rio de Janeiro desde 2012. Idealizadora/Fundadora do What's Rel? (2011). Business Development Latin America para uma empresa canadense de engenharia, sócia da PAR Consultoria, e grande entusiasta da carreira de R.I. :)

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