Analista Internacional lança livro sobre políticas públicas de habitação

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Formada na PUC Minas, Walkiria é professora do Departamento de Ciência Política da UFRJ.

Conversamos com a analista internacional Walkiria Zambrzycki, que lança na quarta-feira (29/11) seu livro “Entre dois mundos: a política de habitação em Minas Gerais e o conflito federativo”.

A obra traz uma análise do processo de implementação da política de habitação no governo do Estado de Minas Gerais. A perspectiva adotada pelo livro dá ênfase ao governo estadual como ator capaz de exercer a coordenação intergovernamental via indução, ou seja, são estratégias lançadas por um nível de governo para coordenar a formulação e a implementação das políticas públicas entre as partes interessadas, sobretudo o governo federal e os municípios mineiros. A comparação da política habitacional implementada pelo governo mineiro se faz em relação à estrutura planejada pelo governo federal por intermédio do Sistema Nacional de Habitação de Interesse Social (SNHIS).

Perfil

Formada em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), mestre em Ciência Política (UFMG) e doutoranda em Ciência Política (IESP-UERJ). Trabalhou em consulados; na gestão pública como assessora e diretora da Superintendência de Habitação da Secretaria de Estado do governo de Minas Gerais (SHIS/SEDRU-MG); e no setor privado como consultora pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Atualmente, é professora do Departamento de Ciência Política da UFRJ.

Confira abaixo essa rápida entrevista.

Por que você escolheu fazer RI?

Escolhi o curso de Relações Internacionais enquanto cursava o Ensino Médio Profissionalizante da Escola Técnica de Administração Gerencial do SEBRAE. À época, como “trabalho de conclusão de curso” meu grupo montou um projeto de empresa de consultoria em Comércio Exterior. Fiquei interessada na área, e acabei encontrando o curso de RI, que era mais próximo de um curso multidisciplinar do que o de Comércio Exterior (voltado para administração).

Como a formação de RI te ajudou a atuar no âmbito das políticas públicas?

Acredito que o Analista Internacional tem um grande diferencial no mercado de trabalho: sua formação multidisciplinar. Esse aspecto é relegado por grande parte dos alunos depois de formados, quando deveria ser um fator positivo. Ingressei na gestão pública trabalhando com a política urbana, que tradicionalmente abarca arquitetos, urbanistas, assistentes sociais e advogados. O analista em RI tem uma capacidade de entender ambientes complexos porque nossa grade curricular é uma mescla de vários cursos. No campo das políticas públicas, o profissional em RI agrega esses conhecimentos às especificidades da área, aspecto que não encontramos em outras graduações.

Quais os desafios da atuação na área acadêmica para o profissional de RI?

O curso de RI vem se consolidando como campo de estudo e área de interesse nas universidades brasileiras. O campo está aberto para o profissional de RI, mas ainda encontra dificuldades em se consolidar como campo autônomo, pois é considerado como uma subárea da Ciência Política. Minha recomendação é que o profissional em RI se especialize naquilo que o interessa e posteriormente busque locais que privilegiam esse conhecimento.

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