Diplomacia Corporativa: Internacionalista, você conhece essa área de atuação?

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Até alguns anos atrás a carreira diplomática no Brasil se restringia a trilhar caminhos rumo ao Itamaraty. Hoje, com o recente debate sobre o papel de novos agentes não estatais no cenário internacional, tem-se percebido que a diplomacia não é exclusividade dos Estados assim como a diplomacia tradicional não é o único caminho para o profissional de RI.

Para serem bem sucedidas num ambiente cada vez mais complexo e globalizado, empresas e outra organizações da sociedade civil têm lançado mão de estratégias para alcançar sua própria política externa. A diplomacia corporativa logo se tornou um instrumento de gestão estratégica. Para atuar nesta área surge o diplomata corporativo, responsável por avaliar e compreender cenários, representar, negociar, criar acordos e minimizar conflitos com o grande objetivo de aplicar as estratégias traçadas por sua corporação.

Desenvolver habilidades como liderança, comunicação e negociação são, dessa forma, essenciais para quem deseja atuar nesta atividade já que situações de conflitos de interesses, culturas diferentes e gerenciamento de crises fazem parte do dia a dia da profissão. Além disso, adquirir conhecimentos multidisciplinares é importante para o gerenciamento de estratégias de internacionalização bem como para pôr em prática a política externa, ou seja, a estratégia internacional das empresas.

As possibilidades de atuação para esse profissional vão desde empresas privadas (multinacionais ou não), passando por ONGs e até organizações internacionais, agências de recursos humanos, instituições financeiras e consultorias.

O requisito fundamental para o diplomata corporativo é a fluência em inglês e quanto mais idiomas o profissional dominar, maiores são as chances de crescer na carreira. Ter bom relacionamento interpessoal e estar sempre em constante aprendizado e especialização é também um diferencial da área. Atuar com diplomacia corporativa exige que o profissional esteja atualizado quanto às tendências de mercado, inovações, tecnologia, etc. A preparação desse profissional é de tamanha relevância, pois, considera-se que o fator humano é decisivo no processo de expansão de uma empresa ou organização.

Dica bônus 1: para saber mais sobre o assunto indicamos o livro “Manual de Diplomacia Corporativa” de Gilberto Sarfati.

Dica bônus 2: O curso de relações internacionais da ESPM Rio é voltando para atuação em diplomacia corporativa. Para os que procuram se especializar na área há o curso de curta duração na Alumni Coppead intitulado Diplomacia Corporativa e Negócios internacionais e a pós-graduação em diplomacia corporativa da FACHA.

Gostou das dicas e do post? Tem alguma dúvida ou experiência na área? Então conta para gente nos comentários!

Esse artigo foi produzido com a ajuda da estudante de Relações Internacionais da UFF e Colaboradora Voluntária Julie Guedes.

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