Entrevista com Rhaissa Brondi

Conversamos com a analista internacional Rhaissa Brondi, que atualmente é Research Executive da empresa Nielsen na Jordânia, Oriente Médio.

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Rhaissa Brondi durante intercâmbio na Suécia entre os anos de 2015 e 2016. Na ocasião, ela cursou disciplinas do curso de Negócios Internacionais da Kristianstad University. Foto do acervo pessoal.

Da Jordânia, internacionalista fala sobre desafio de começar a carreira em um ambiente cultural distinto.

Antes mesmo de se formar em Relações Internacionais pelo Ibmec/RJ, Rhaissa Brondi já sabia que, como muitos internacionalistas, não queria ficar no Brasil. Depois de meses e várias tentativas frustadas de conseguir um trabalho no exterior, a oportunidade enfim apareceu, mas junto de uma difícil decisão: ao invés dos EUA ou Europa, o convite para deixar o país veio da Jordânia, no Oriente Médio. Rhaissa embarcaria para um país onde a cultura, religião, hábitos e costumes são bem diferentes do que ela estava acostumada.

Da dificuldade de adaptação surgiu a maturidade e experiência. “Os últimos 8 meses que estou aqui me ensinaram mais do que 5 anos vividos em um ambiente no qual eu estaria na minha zona de conforto. Isso é o que vale para mim”, comenta.

Em entrevista exclusiva ao What’s Rel?, Rhaissa fala da sua curta, mas já inspiradora carreira como analista internacional. Sobre sua rotina de trabalho, não deixa dúvidas do quão importante foi a faculdade. “No meu dia-a-dia, eu aplico um pouco de tudo que aprendi durante o curso de relações internacionais: desde conceitos de microeconomia até conceitos de guerra”.

Rhaissa fala também de seus intercâmbios nos EUA e na Suécia, sua relação com a política estudantil, já que foi presidente de centro acadêmico, e das competências de um analista internacional: “com muita leitura, boa escrita tanto em português como inglês, paciência e otimismo, o profissional de RI pode ir aonde ele quiser”.

Confira abaixo a entrevista completa.

Como foi a sua ida para a Nielsen na Jordânia? Entrou por um processo de trainee, não é mesmo? Poderia nos contar sobre as etapas, razão da sua escolha etc?

A minha decisão de ir para a Jordânia começou desde o último período da faculdade. Como todo internacionalista, eu tinha uma visão ampla do meu futuro e sabia que não queria ficar no Brasil depois de formada. Eu queria começar a trabalhar fora do país – seja como contratada efetiva de uma empresa, seja estágio ou trainee, qualquer posição que me levasse para fora do país. Logo, durante todo o meu último período da faculdade, a minha rotina era: escrever o TCC, estudar para provas e procurar uma vaga de emprego fora. T-o-d-o-s os dias eu pesquisava na internet a melhor forma de sair do país e arranjar um emprego. Assim, vi que, na minha situação, a melhor opção seria conseguir um estágio ou trainee com a AIESEC. A AIESEC é uma organização que trabalha com jovens adultos no intuito de estimular o melhor de nós, e fazem isso através de trabalhos voluntários, intercâmbios, etc. Acredito que a maioria já ouviu falar.

Porém, a jornada não foi fácil. Assim que entrei em contato com a AIESEC, ganhei acesso ao site deles para procurar por vagas que são exclusivamente oferecidas para a AIESEC por empresas do mundo todo. Essas vagas vão desde ensinar inglês na Malásia ou na Colômbia, até ser trainee da Nielsen na Jordânia. Nessa época, eu focava em vagas oferecidas em países da Europa, especificamente na Suécia, pois é lá que quero morar um dia. Novamente, t-o-d-o-s os dias eu me inscrevia para, no mínimo, duas vagas diferentes, escrevia dezenas de cartas de motivações e ajeitava o meu currículo de acordo com as especificações da vaga. Eu passei, pelo menos, 4 meses nesse processo e não consegui nenhuma entrevista.

Já ficando frustrada com a situação, conversando com um membro da AIESEC que me ajudava a procurar vagas semanalmente, fui questionada porque eu não ampliava meus horizontes para outros países além dos da Europa. Então, decidi aplicar para vagas de empresas que eu gostava e sabia sobre, sem pensar no país. E, uma dessas, foi a da Nielsen. Eu já sabia que era uma empresa multinacional líder em pesquisa e inteligência de mercado, logo apliquei para essa vaga, pois sabia que essa seria uma empresa dos sonhos para trabalhar. Eu iria lidar com marketing e relações internacionais ao mesmo tempo, duas coisas que amo e estudei 4 anos para. (Na minha faculdade tínhamos opções de aulas de marketing como matéria facultativa para fazer). Além disso, o que me chamou atenção na vaga foi que no anúncio dizia “grandes chances de ser efetivada para outro escritório da Nielsen depois do programa de trainee”, o que significa que, depois de ser trainee durante um ano na Jordânia, eu poderia ser efetivada para algum país na Europa ou em qualquer lugar do mundo, já que é uma empresa multinacional com escritórios em mais de 100 países (o que era a minha intenção desde o início, só teria que postergar os meus planos por um ano – o que, neste cenário, seria totalmente válido por ser uma experiência de vida super especial e interessante). Portanto, essa variável pesou muito na hora de decidir vir para a Jordânia, além de saber que se mudar para um país no Oriente Médio para trabalhar durante um ano seria uma experiência única de vida, totalmente diferente de qualquer outra, que, provavelmente, eu nunca iria conseguir novamente.

Um recrutador da AIESEC local entrou em contato comigo por e-mail (sim, checar o seu e-mail todos os dias nessa fase é imprescindível) pedindo para marcar uma breve entrevista. Acredito que o processo seletivo não tenha durado mais de 3 semanas. Foi muito rápido e tranquilo! Depois que tive a primeira entrevista com o recrutador por Skype – que foi uma breve conversa sobre mim -, tive uma entrevista com o meu futuro chefe, por telefone – que, por sinal, foi horrível para mim, pois eu não conseguia escutar nada direito do que ele falava, não entendia muito o sotaque dele. Enfim, achei que tinha ido muito mal nessa entrevista. Depois tive uma entrevista com ele e a minha futura gerente (que é chefe dele) por telefone também (eu no viva-voz). Ah, e todas as entrevistas foram em inglês. Em menos de uma semana, o meu futuro (e atual chefe), me ligou avisando que eles tinham me escolhido e perguntando quando eu podia ir. Eu pedi uma semana para pensar (pois eu realmente não achava que iria passar nesse processo seletivo), e que iria entrar em contato novamente. Durante essa uma semana, eu procurei todas as informações possíveis sobre a Jordânia e comecei a perguntar colegas próximos da área de RI se seria uma boa ideia. O resultado você já deve saber qual foi, né? Arrumei minhas malas, entrei no avião e fui!

Quais são suas funções e rotinas dentro da empresa?

Rhaissa no escritório da Nielsen na Jordânia em 2017. Foto do acervo pessoal.

A Nielsen é uma empresa de consultoria e pesquisa de inteligência de mercado, com sede nos EUA. Seu slogan é “What People watch, listen and buy”, ou seja, a missão da empresa é estudar e entender os consumidores, e passar isso para os nossos clientes por meio de estratégias de marketing e soluções inteligentes de mercado. Ela está presente em mais de 100 países, com diferentes departamentos. Temos o departamento de pesquisa de FMCG (fast moving consumer goods) que é com o que eu trabalho, tem o Watch department, que é voltado para rádios e televisões, além de termos diversos tipos de soluções para melhorar a venda de um produto, ou seja, plano de marketing e inteligência de negócios (desde workshops até softwares).  A minha rotina na empresa acontece de domingo à quinta, já que os dias da semana aqui são esses, e, o final de semana é sexta-feira e sábado (sexta-feira é o dia sagrado para eles, assim como o domingo é para os cristãos). Logo, minha rotina de trabalho e até mesmo de vida é completamente diferente da que eu sempre fui acostumada durante toda a minha vida. No começo eu achava super estranho trabalhar num domingo e ter a sexta-feira de folga. Porém, hoje em dia já me acostumei. Além disso, meu dia-a-dia é 100% em inglês: me comunico com todos a minha volta – seja no trabalho ou fora dele – somente nesse idioma, mas, é claro, ouço árabe o tempo todo (e aprendo muito o idioma só de ouvir). As minhas funções como Pesquisadora Executiva (ou Research Executive) incluem fazer análise do mercado de um produto específico (produtos que você acha no supermercado, por exemplo), montar apresentações no PowerPoint para apresentar para o cliente, ou planilhas no Excel e ter reuniões com o mesmo. Na verdade, a minha rotina tem um pouco de tudo: analisar números e montar uma história para explicar ao cliente, ou seja, geração de textos; criar apresentações de PPT e planilhas no Excel; mexer com softwares da empresa, e além de lidar com pessoas o tempo todo, pois sou da área que atende direto o cliente. No Brasil, a Nielsen tem escritório em São Paulo e no Rio de Janeiro. Para entender um pouco mais sobre a empresa, vale a pena checar este vídeo (que inclusive tem uma parte sobre cliente services).

Vídeo institucional da Nielsen enviado pela Rhaissa

Como os seus conhecimentos de internacionalista têm contribuído para o exercício dessas funções?

No meu dia-a-dia, eu aplico um pouco de tudo que aprendi durante o curso de relações internacionais: desde conceitos de microeconomia até conceitos de guerra (sim, morar na Jordânia faz com que você reveja todos aqueles textos que você estudou na aula de segurança internacional, guerra e paz etc..). Enfim, toda a minha carreira acadêmica foi fundamental para estar onde estou hoje e não mudaria por nada. Internacionalistas são ponderados, muitas das vezes detalhistas, e, ao mesmo tempo, sabem conceitos que outras pessoas jamais pensariam antes, o que ajuda muito no mundo dos negócios em um ambiente multicultural e nas tomadas de decisão.

Além disso, convivo com muitos internacionalistas formados ao redor do mundo que vêm trabalhar na Jordânia com a ONU ou a ACHNUR. Logo, estamos sempre tendo discussões e diálogos sobre assuntos contemporâneos das RI, o que é bem interessante para me manter antenada sobre o que ocorre no sistema político internacional (dentro e fora do que é mostrado na mídia!).

A adaptação em um país culturalmente distante do Brasil tem sido difícil? O que você considera positivo e negativo dessa experiência?

A adaptação foi e está sendo, sem dúvidas, muito difícil. Estar em um país no qual todos os conceitos que você aprendeu desde pequena são revertidos e tentar se posicionar da melhor forma possível em qualquer situação é bem desafiador. No primeiro momento, só vi pontos negativos em viver em uma sociedade completamente diferente da minha e só queria voltar para casa o mais rápido possível. Porém, olhando para trás, os últimos 8 meses que estou aqui me ensinaram mais do que 5 anos vividos em um ambiente no qual eu estaria na minha zona de conforto. Isso é o que vale para mim: a experiência que eu levo disso, o aprendizado e a maturidade. Hoje, posso ver que o mundo é muito mais do que o nosso círculo de amigos, nosso país, até o nosso continente é pequeno demais para o que o mundo tem a oferecer, e sei que ainda estou no processo se aprendizagem e tenho muito que amadurecer.

Os intercâmbios que você fez para os EUA e Suécia contribuíram para essa adaptação? Poderia nos contar um pouco dessas duas experiências?

O meu intercâmbio para os EUA eu fiz quando tinha somente 15 anos e não me arrependo de nada, não tive problemas de adaptação e não queria voltar para casa. Durante a universidade, quando decidi fazer intercâmbio para a Suécia, o cenário foi o mesmo: ótima adaptação e não queria voltar para casa. Logo, achei que na Jordânia seria o mesmo caso. Só tomei um choque de realidade quando cheguei no país e era tudo muito diferente do que já tinha visto antes. Certamente os intercâmbios anteriores me ajudaram a entender o que é morar longe dos nossos parentes e amigos e como é se virar sozinha (além da fluência no inglês), além de saber se entrosar com outras culturas. Acredito que se não fosse por isso, eu teria voltado para o Brasil em menos de 3 meses!

Por que você escolheu estudar Negócios Internacionais na Suécia? Essa sempre foi uma área que você pretendeu atuar, um plano para sua carreira?

Negócios internacionais era o único curso que eu poderia estudar nessa faculdade [Kristianstad University]. Sempre gostei da parte de negócios internacionais e comércio exterior do curso de relações internacionais, mas infelizmente nunca tive uma oportunidade de trabalhar com comex e logística. No meu currículo eu menciono a paixão por negócios internacionais por sempre me candidatar a vagas de empresas multinacionais, na qual seus funcionários são de vários países diferentes e de lidar com o ambiente multicultural corporativo.

Essa parte é um pouco complicada de explicar, pois sempre gostei bastante das matérias de humanas na faculdade, e não gostava muito das de economia e exatas – talvez porque eu tivesse dificuldade para aprender e desinteresse. Porém, hoje em dia, eu trabalho com números o tempo todo e eu adoro! Talvez seja a combinação que o meu trabalho faz, no qual nós temos que “ler” os números e “contar uma história” para o cliente entender qual foi o resultado da nossa pesquisa.

Eu sempre gostei de estudar e ler sobre as matérias de humanas, mas nunca tive uma vontade enorme de trabalhar com isso, pois acho que não seria capaz (sou muito boazinha para trabalhar com política – odeio ver injustiças, e também para trabalhar em ONGs e organizações internacionais, por exemplo).

Ainda estudante, Rhaissa fala da Suécia sobre seu intercâmbio.

Antes da Nielsen você teve outra experiência profissional em uma consultoria de negócios no setor de petróleo e gás. Pode nos contar um pouco dessa experiência?

O meu estágio durante a faculdade numa consultoria de negócios voltada para Petróleo e Gás foi importantíssimo para a minha formação, e, mais uma vez, tenho certeza que não estaria aqui hoje se não fosse por essa experiência. As minhas funções nesse estágio eram bem dinâmicas por ser uma empresa pequena e eu auxiliar em duas áreas: internacional e inteligência de mercado. Eu fazia pesquisas sobre o mercado de P&G no Brasil e América Latina, organizava eventos, redigia textos, tanto em inglês quanto português, para grandes projetos da empresa, etc. Aprendi muito durante o meu tempo nela, e carreguei todo o meu aprendizado para o meu trabalho atual.

Você foi presidente do Centro Acadêmico de Relações Internacionais Ibmec – CARIIb entre 2013 e 2014. Como você enxerga a participação em atividades políticas estudantis no aperfeiçoamento profissional?

Acredito que a participação ativa no meio acadêmico é bem importante para nos desenvolvermos como profissionais e seres humanos. Como presidente de um centro acadêmico, passei por situações nas quais jamais achei que poderia passar em um ambiente escolar, o que me fez amadurecer muito como pessoa e entender o próximo, além de me fazer ter certeza que não gostaria de seguir o ramo político de relações internacionais. Atualmente, por exemplo, no ambiente de trabalho tenho uma boa relação com todos a minha volta e sei lidar com todos os tipos de cliente que temos.

Na sua descrição do Linkedin você diz ser “uma jovem profissional que sempre procura novas experiências e conhecimentos em um ambiente multicultural”. O termo multicultural soa muito bem aos internacionalistas, mas é preciso cuidado para atuar em um ambiente assim. Compartilhar rotinas com pessoas de crenças, costumes, religiões diferentes pode ser um grande desafio.  O que você pode nos dizer sobre isso (tem algumas dicas, alguma experiência que você viveu, por exemplo)?

Certamente viver uma aventura em um local no qual crenças, costumes, religiões e rotinas são totalmente diferentes do seu requer muito respeito, paciência e maturidade. É sim um desafio. Temos que ter muita força de vontade, determinação e tolerância com tudo e todos. Ter uma rotina completamente diferente do que vivi durante toda a minha vida (dias da semana domingo-quinta e finais de semana sexta-sábado) foi extremamente árduo de se acostumar para mim, além de ter que se adaptar à rotina de trabalho, vida adulta – que incluem viver sem os pais, fora e longe de casa, pagar as contas, ter muitas responsabilidades – e fazer a comunicação com o próximo somente em inglês. Por isso é importante o domínio da língua para não haver o desgaste. Não existe simplesmente “cansei de falar inglês” (isso se espalha para outros países com outros idiomas, como o espanhol e o francês, por exemplo).

Se a sua vontade é viver no exterior mas tem receio de não conseguir se adaptar, o ideal, nessas ocasiões, seria primeiro buscar um ambiente um pouco diferente do seu, mas não tão diferente para se acostumar e aprender com as pequenas diferenças, e depois evoluir para países com maiores diferenças, até chegar num país com costumes totalmente diferentes do seu, se for isso mesmo que você quer depois de passar pelas primeiras experiências. Ademais, o respeito com o próximo em todas as suas características, crenças e hábitos, é importantíssimo para o bom convívio e a troca de informações. Um exemplo disso foi o que passei durante o mês do Ramadan aqui (mês do Ramadan é o mês sagrado para os muçulmanos, no qual eles ficam de jejum durante todo o dia – nada pode passar pela garganta deles durante o dia, inclusive água). Durante esse mês, eu só bebia água dentro da cozinha e não na frente das pessoas enquanto trabalhava na minha mesa, ou na rua; além de comer o meu almoço ou lanche somente na cozinha. Caso alguém aparecesse na cozinha, eu pedia desculpa pelo cheiro da comida, pois sabia que, se fosse eu no lugar, estaria morrendo de fome. O que eu recebia em troca? Sorrisos e gratidão por respeitar o costume e religião deles. Toda vez que eu pedia desculpas, o que eu ouvia era “não precisa pedir desculpas, nós entendemos que não é todo mundo que faz isso e vocês tem que comer, estamos acostumados! Mas acho muito legal você respeitar a gente!’’.  O ato de respeitar o próximo é essencial, principalmente nos dias de hoje, em que guerras e desastres acontecem simplesmente por questão de intolerância com o diferente. No mais, aprender a falar palavras básicas do dia a dia como “obrigada’’ ou “bom dia” no idioma local deixam as situações fluírem bem melhor e ganhamos carisma de pessoas que nem conhecemos!

Ambiente multicultural – Rhaissa passeia no deserto Wadi Rum com amigos do Brasil, EUA e Zimbábue

Que tipo de características o profissional de RI deve desenvolver para atuar em um ambiente multicultural, sobretudo fora do Brasil?

O profissional de relações internacionais já têm todos os conhecimentos, é só saber usá-lo e ao seu favor. Infelizmente o curso não é amplamente conhecido por todo o mercado, mas isso vem mudando muito hoje em dia. Isso acontece porque cada faculdade tem o seu método de ensino, que às vezes pode abranger áreas de estudos diferentes de outras. Portanto, devemos usar esse dinamismo de áreas ao nosso favor. Eu, por exemplo, tive somente uma matéria de estatística durante o curso inteiro, e no começo do curso. No meu emprego atual, uso o básico de estatística o tempo inteiro. Se eu nunca tivesse mencionado essa questão na hora da minha entrevista, talvez eu não teria sido escolhida, pois eles sabiam que eu iria lidar com estatística. Obviamente, não precisei mencionar detalhes sobre a matéria e nem quando foi lecionada. Porém, atenção: focar no que você estuda e na parte que você mais gosta é interessante para saber com o que você gostaria de trabalhar no futuro. Se eu realmente não gostasse de estatística e quisesse viver longe disso, não importando se é o meu emprego dos sonhos, então é melhor nem mencionar.

Além disso, o aluno de relações internacionais estuda muito sobre história de guerras, política e geopolítica, que podem fazê-lo entender a atual conjuntura de um país e decidir se é interessante viver neste país. O aluno de RI estuda economia, o que ajuda muito no ambiente corporativo e de ONGs. Enfim, acredito que, com muita leitura, boa escrita tanto em português como inglês, paciência e otimismo, o profissional de RI pode ir aonde ele quiser!

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