Voluntária do WR? conta sua experiência de trabalho social voltado para Educação no Peru

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Graduanda em Relações Internacionais pela UFRRJ e voluntária do What’s Rel?, Thayane Cavalcante conta um pouco da sua experiência em um intercâmbio no Peru onde realizou trabalho social com crianças.

Veja a entrevista na íntegra.

  1. Realizar um intercâmbio é uma das aspirações dos estudantes de graduação. Como surgiu a oportunidade para realizar esse intercâmbio?

É verdade, sempre quis muito fazer um intercâmbio! Foi tudo muito rápido, fiquei sabendo de uma promoção que a Aiesec estava fazendo e corri para me aplicar em um dos projetos.

 2. Como se deu a escolha por um país da América Latina? – Por que o Peru?

No portal da Aiesec você tem acesso a vários projetos e países, e pode escolher seu trabalho como Cidadão Global. A minha intenção sempre foi ir a um país da América Latina, então estava aberta às possibilidades de projetos nessa região. Aí acabei escolhendo o projeto ‘Cultural Factory’, voltado ao ensino das diversidades culturais para crianças. Consequentemente, meu destino foi Piura, uma cidade bem ao norte do Peru.

3. Compartilhar rotinas com pessoas de crenças, costumes, religiões diferentes pode ser um grande desafio. O que você pode nos dizer sobre isso (tem algumas dicas, alguma experiência que você viveu, por exemplo)? 

Aprendi que os peruanos são muito acolhedores e solícitos. Apaixonei-me pela cultura, e como todos eles se esforçavam para nos fazer sentir confortáveis. Desde o primeiro momento estava ciente de que iria conviver com uma outra realidade, e foi surpreendente como nos descobrimos adaptáveis! Os primeiros dias podem parecer mais complicados, você acha impossível um dia entender uma conversa em espanhol, andar sozinha(o) sem se perder, dar aula em espanhol para 30 “chicas” que falam muito! Rsrs Mas, com o passar dos dias, tudo vai ficando mais fácil de lidar, e o aprendizado é enorme.

4. Em que consistiam as atividades que desempenhou no Intercâmbio? – Conte-nos um pouco da sua rotina no Peru.

No meu projeto, nós entrávamos nas aulas após o intervalo para ministrar workshops ou assistir às professoras nas atividades diárias. Era legal, nós voluntários trabalhávamos em duplas e fazíamos um pouquinho de tudo: ensinar português, dança, folclores, apresentar lugares turísticos… As nossas tardes eram livres, então normalmente eu saía com outras voluntárias para explorar a cidade.

5. Como os seus conhecimentos de internacionalista contribuíram para o exercício dessas funções?

Acredito que favoreceu muito na hora de pensar em atividades para o projeto, incentivar as alunas a pensar num todo, ter uma visão global. Quem sabe pelo menos uma delas pense em se tornar internacionalista?!

6. O Intercâmbio é um momento de aprendizado e crescimento pessoal e profissional. O que você considera positivo e negativo dessa experiência?

Não consigo detectar algo negativo, de repente perder o contato com as minhas alunas?!  Ao analisar essa experiência, consigo ver muitos pontos positivos, mas o maior deles é saber que consegui ultrapassar algumas barreiras que encontrei inicialmente. Além do mais, estive em contato com várias pessoas incríveis, ganhei novos amigos e uma nova família! E aprendi demais com todas aquelas crianças, que foram tão compreensivas com minhas limitações com seu idioma, e que me acolheram muito bem. <3

7. Quais são suas recomendações para aqueles que desejam realizar um intercâmbio no Peru?

Vá preparado para tudo! Programe-se para fazer viagens e conhecer um pouquinho além de onde ficará, vale muito a pena. É um país muito rico de histórias vivas, há muitos lugares em que podemos encontrar construções pré-incas! E, não poderia de deixar de falar da gastronomia, não saia de lá sem experimentar o ‘combo oficial peruano’ ceviche e inka cola… rsrs

Brincadeiras à parte, prepare-se para uma experiência super enriquecedora. Apesar de ser bem próximo ao Brasil, existem diversas particularidades do Peru que podemos admirar. No mais, divirta-se muito!

 

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